Quais as vantagens e desvantagens do Marketing Digital na Advocacia?

Fala-se muito em marketing digital na Advocacia. Usar o potencial da Internet para construir autoridade, aumentar a visibilidade da sua marca jurídica e conquistar clientes.

Mas, será que este é um caminho fácil, indicado para todo tipo de profissional e escritório?

Neste artigo, trago uma lista de vantagens e desvantagens da implementação de estratégias de marketing digital para Advogados.

Nele, você poderá entender se este é, realmente, o caminho indicado para você e a sua advocacia.

Vantagens do Marketing Digital

Vantagens do Marketing Digital 2

1. Respeito ao Código de Ética e Disciplina da OAB

O Código de Ética e Disciplina da OAB impõe aos advogados um caráter diferenciado para a publicidade profissional.

Tanto na versão atual, quanto na que vai entrar em vigência provavelmente em setembro de 2016.

Por princípio, toda ação de promoção de um escritório de Advocacia deverá ser moderada, discreta e pautada por um conteúdo meramente informativo.

Ou seja, a publicidade comercial tradicional, pautada por um conteúdo gerador de demanda, que estimula o comportamento voltado para o consumo de um produto ou serviço, não pode ser usado na Advocacia.

Aqui reside a grande vantagem do marketing digital. Boa parte das estratégias digitais que dão resultados, estão pautadas no conteúdo informativo.

O marketing de conteúdo é uma das estratégias mais indicadas não só para a Advocacia, mas para vários modelos de negócio em que o cliente precisa de informações prévias para entender que solução ele deve buscar e qual o prestador deve escolher.

Caso queira saber mais sobre o marketing de conteúdo, confira nosso vídeo no Blog Arquivo Direito: O que é e por que usar o marketing de conteúdo na Advocacia (clique aqui para acessar).

2. Facilita o posicionamento e reputação

vantagens do marketing digital

Na época em que a única forma de construir uma carteira de clientes era contando com a indicação de clientes e outros advogados, o profissional tinha que se esforçar para se posicionar no mercado e construir sua reputação.

As formas mais comuns de construir autoridade era escrevendo artigos ou livros, se tornando um professor universitário, dando palestras, contratando um assessor de imprensa para ter acesso à mídia televisiva ou jornalistica.

Este era um caminho duplamente difícil!

Primeiro, porque o trabalho de posicionamento era indireto. Você se tornava uma autoridade para a comunidade jurídica (não para o cliente) e contava com a indicação dos seus pares, desde que, claro, você não concorresse diretamente com eles.

Segundo, porque o retorno em posicionamento deste tipo de ação era de longo prazo, podendo levar anos para alcançar uma posição de destaque no mercado jurídico.

Com o marketing digital, você ganha em duas frentes.

Primeiro, porque você se posiciona como autoridade diretamente para os seus clientes potenciais.

É possível construir um trabalho de segmentação de audiência que permita você falar diretamente para pessoas interessadas em contratar os seus serviços.

Além disso, quando você elabora um conteúdo focado em necessidades e problemas de seus clientes, não será necessário dizer que você é um bom Advogado. Você vai mostrar isso, através do seu conteúdo.

Temos aqui uma estratégia direta de construção de autoridade.

Em segundo lugar, porque ao segmentar e direcionar a sua mensagem de marketing diretamente para seu cliente, o retorno em autoridade é bem maior e mais rápido.

3. Custo menor e mais longevidade

Usar o marketing tradicional na Advocacia não é fácil.

As estratégias comuns usadas por empresas são vedadas pelo Código de Ética, tais como dar descontos, usar cupons promocionais, distribuir impressos, outdoors, campanhas para rádio ou TV, patrocínio de eventos esportivos ou de entretenimento, etc.

Restam algumas ações de marketing indireto e posicionamento de marca, tais como investir numa fachada imponente e na decoração da sede do escritório, contratar uma assessoria de imprensa, portfólios impressos, dentre outras.

O problema é que o custo-benefício destas ações de marketing tracional, quando comparado com os custos do marketing digital, é muito baixo.

Os custos em ferramentas, website, design e produção de conteúdo não são necessariamente baixos, mas são bem mais módicos.

Por exemplo, o custo de um portfólio impresso de luxo para seu escritório é bem maior do que o custo da contratação de uma agência para fazer o seu website e a gestão das mídias sociais.

Com a vantagem que o seu conteúdo na Internet é perene, e o do portfólio não.

4. Você entende melhor as necessidades dos seus clientes

Praticamente todas as plataformas de conteúdo na Internet são interativas.

Elas trazem um espaço para comentário, para curtidas, compartilhamento, um formulário de contato, um botão para direcionamento a outra página com maiores informações, links para suas redes sociais, etc.

Sinceramente, não consigo entender quando encontro uma página sem espaço para comentários ou compartilhamento do conteúdo?

No médio prazo, essa interação constante com clientes potenciais do seu escritório traz um feedback incrível, sobre detalhes que você muitas vezes nem suspeitava.

Vou dar um exemplo do nosso Blog, o Arquivo Direito. Nele, temos uma ferramenta de estatística que nos mostra quais os artigos mais acessados e porque quem ele está sendo acessado.

Dessa forma, conseguimos mapear que tipo de problemas clientes potenciais dos nossos cursos consideram mais relevantes, tornando assim o nosso conteúdo mais útil e atrativo.

5. Ainda é um grande diferencial na Advocacia

Em alguns ramos do comércio e serviço, investir numa presença digital relevante é uma obrigação básica.

Na área de Tecnologia da Informação, por exemplo, ter um website com um blog e produzir conteúdo relevante não é mais um grande diferencial. Todo mundo faz isso!

Já na Advocacia, temos um mundo de oportunidades ainda inexplorado.

O número de escritórios ou autônomos que tem um blog, produzindo conteúdo consistente e com frequência é muito baixo.

Se pensarmos na relevância do conteúdo para clientes potenciais, esse número é ainda menor.

Os poucos blogs de escritório que encontramos no Google direcionam seu conteúdo para a própria comunidade jurídica, com uma linguagem técnica e uma abordagem que pouco interessa a clientes potenciais, que são leigos no Direito.

Quem souber se aproveitar desse oceano de oportunidades inexploradas, vai certamente se destacar com facilidade dos concorrentes.

6. Educar o cliente

O serviço prestado por Advogados é altamente especializado e muito técnico.

É difícil para os clientes entender todos os detalhes do trâmite processual de sua ação, do teor dos despachos e decisões do juiz, das recomendações jurídicas dadas em um parecer ou numa consultoria.

O marketing digital pode se configurar como uma ferramenta de dupla utilidade: conquistar os clientes e, ao mesmo tempo, educá-los para entender melhor os seus serviços.

Imagine, por exemplo, se o seu blog traz artigos como:

  • O que significa a expressão “os autos estão conclusos”
  • Em que situações seu advogado pode pedir uma procuração Ad Negocia
  • Quais as despesas que o Advogado deve repassar aos clientes?
  • Porque contratar um Advogado mesmo quando isso não é obrigatório?
  • Quais os documentos necessários para comprar um imóvel com segurança?
  • Em que situações um Advogado pode cobrar consulta?

Perceba que este tipo de conteúdo, que pode ser facilmente criado por qualquer advogado que entenda o seu próprio serviço, pode ser usado com a dupla função de atrair a atenção de clientes potenciais, em virtude da sua utilidade, instruí-los sobre a natureza dos seus serviços.

E é inegável que será bem mais fácil prestar seu serviço para um cliente educado do que para um que não sabe o que você, de fato, faz.

Desvantagens do Marketing Digital

Desvantagens do Marketing digital

1. Requer envolvimento direto do Advogado

Para alcançar resultados expressivos com o marketing digital, o Advogado deve assumir uma postura mais estratégica.

Isso significa que o marketing digital não é uma atividade que possa ser totalmente terceirizada.

Principalmente, na parte de planejamento e na criação do conteúdo.

O Advogado deve se envolver diretamente no trabalho de pesquisa e construção do perfil do seu público-alvo, na decisão sobre quais os formatos do conteúdo e quais as mídias adequadas para a sua promoção, e na criação deste conteúdo.

Tudo isso vai exigir de você uma gestão eficiente do tempo, mais foco e mais produtividade.

2. O universo digital é uma cultura estranha à Advocacia

Ainda há muito preconceito na Advocacia sobre quem faz marketing jurídico. Ainda mais sobre quem o faz na sua versão digital.

Já ouvi muitos Advogados criticando blogs ou canais de vídeo, sob o pretexto de que este tipo de conteúdo necessariamente rebaixaria o nível e simplificaria o Direito.

Sabemos como o ambiente da Advocacia é tradicionalista e como novas atitudes sempre assustam e geram estranheza.

Mas, isso não precisa te assustar.

O relacionamento estabelecido no marketing digital é direto. Ou seja, você deve se preocupar se seus clientes potenciais têm na Internet um elemento estranho a sua cultura.

Se o mercado jurídico ainda não compreendeu a importância do marketing digital, bom para você, que enxergou as oportunidades primeiro.

3. Requer domínio de novas tecnologias

Para quem não tem orçamento para contratar profissionais ou agências para fazer a gestão do seu marketing digital, tendo que fazer tudo por conta própria, enfrentará um universo com muitas informações de viés técnico.

Você terá que aprender, em alguma medida, como fazer SEO (search engine optimization), como trabalhar com e-mail marketing, fazer a análise de métricas e desenhar estratégias de como fazer o seu conteúdo alcançar os objetivos de marketing estabelecidos.

Não que isso seja inacessível aos Advogados.

Pelo menos, sempre achei muito mais fácil entender como criar e configurar um Blog do que fazer um planejamento tributário para uma empresa.

A dificuldade reside tem ter que aprender algo novo, saindo da sua zona de conforto no Direito para atingir resultados mais expressivos com sua advocacia.

4. Pode comprometer a sua imagem quando mal feito

Na Internet, seus canais estão abertos a críticas públicas.

Assim sendo, um serviço mal feito certamente comprometerá sua imagem.

Quais seriam os problemas mais comuns?

Um site antiquado, um conteúdo fraco e mal pensado, não entender quais as necessidades e problemas do seu cliente potencial, um design amador, vídeos mal feitos (esse é o pior).

Além disso, se você não tem a garantia de prestar um bom serviço jurídico para os clientes que você conquistou, eles certamente vão usar os seus canais nas mídias sociais para criticar ou reclamar dos seu escritório.

Por isto, a decisão por fazer marketing digital é, na verdade, um compromisso com a excelência em tudo o que você vai fazer daí em diante.

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